A Polícia Civil conseguiu todas as informações sobre a execução de Deisiele de Cássia Roque, de 33 anos, por uma facção criminosa. Além disso, três pessoas que estavam no local e participaram dos atos executórios foram presas: Sara Cristina Rodrigues, de 28 anos, Fenando Wüller de Freitas, 21, e Rafael Chocho, 33. Já estavam presas pelo crime Mislaine da Silva Lima, 25, mandante do crime, e Elaine Nascimento Coelho, 28, que participou de um dia de sumário e deu abrigo para Mislaine.

O regional Gustavo Manzolli explica que a nova fase, desencadeada na semana passada, faz com que a Polícia Civil dê o caso como esclarecido. “Todos os envolvidos foram identificados e aqueles que foram localizados se encontram presos. Nós vamos concluir o inquérito policial e remetê-lo à justiça para que se dê prosseguimento”, esclarece.

O delegado Cleyson Rodrigo Brene, que conduz as investigações pela Agência de Inteligência, explica que toda a dinâmica do crime foi descoberta e com isso a participação dos cinco envolvidos que estavam na cena do crime. “Além da Mislaine, que estava na cena no crime e foi uma das mandantes da execução, por conta da dívida de R$ 6mil, conseguimos identificar e qualificar mais quatro envolvidos que estavam na cena do crime. Conseguimos apurar ainda a participação de cada um deles no evento criminoso na data dos fatos e o horário que ocorreu a morte”, explica.

Fernando veio a Poços para a execução (fotos: Divulgação)

Com as novas provas e novos elementos foram solicitados e expedidos os mandados de prisão contra Sara, Rafael e Fernando. Sara foi presa ao retornar do interior paulista no início da noite de quarta-feira. Na madrugada de quinta-feira a equipe prendeu Fernando, conhecido dentro da facção com Irmão NK, que seria do alto escalão, denominado “Regional 35”, em Alterosa. Ele teria vindo a Poços para executar o crime. Por fim, Rafael foi localizado em seu local de trabalho na Zona Leste. Embora não seja membro da facção, ele namora com Sara e esteve na cena do crime.

Elaine teria envolvido o namorado no caso e foi presa ao retornar para Poços

A polícia ainda identificou que a morte de Deisiele aconteceu no dia 21, no período vespertino, após três dias de sumário, uma espécie de julgamento feito pela facção. “Descobrimos que naquele local onde ocorreu a execução não há sinal de telefonia e por esse motivo não aconteceu uma conferência, mas fotos do corpo dentro da cova foram partilhadas”, relata o delegado.

Com as novas prisões alguns pontos da execução foram esclarecidos. Além da informação de cinco autores presos, foi confirmado que a vítima começou a cavar a própria sepultura, mas não concluiu e que ela se ajoelhou dentro do buraco para receber os golpes. “Três presos confessam o crime em formato audiovisual e com todo o material que reunimos concluímos 100% a participação de cada um dos investigados, os cinco presos e um sexto que está foragido, com mandado de prisão em aberto”, pontua.

A polícia ainda tem tempo para concluir o inquérito e o relatório de inteligência nos próximos dias, mas os envolvidos devem ser indiciados por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e meio cruel, além de organização criminosa e um deles por favorecimento.

Prisões ocorreram entre quarta e quinta-feira da semana passada

Operação Caminhada Terminal

A operação para o esclarecimento da morte de Deisiele recebeu o nome de Caminhada Terminal em razão de trechos extraídos das conversas entre os investigados, além de que a vítima tinha total conhecimento de que seria morta.

Relembre o caso e a motivação do crime clicando aqui.

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