Ana Lívia foi morta de maneira cruel (foto: Redes Sociais)

Christhopher Anthony Tavares Coelho, de 27 anos, e Letícia Lopes Fonseca, de 19, presos acusados de terem matado Ana Lívia Lopes da Silva, de três anos, participam na manhã desta sexta-feira (9) de uma audiência de instrução dentro do processo que respondem por homicídio. A audiência pode definir se o casal vai ou não a júri popular.

A audiência está marcada para as 10h, na 2ª Vara Criminal de Poços de Caldas. Christopher será defendido pelo defensor público Renato Tavares da Silva e Letícia tem cadastrados três advogados: Fabiano Travassos Viti, Karla Felisberto Dos Reis e Lucas Gomes Flauzino. As testemunhas de defesa e acusação também participam da audiência, bem como o Ministério Público, a quem cabe a acusação.

A audiência é bastante parecida com a de crimes comuns, a diferença fica com sua conclusão, que pode não ser a sentença definitiva. Da audiência podem sair quatro resultados; a pronuncia dos réus a júri popular, a impronúncia, a desqualificação de crime ou a absolvição sumária.

Casal teria trocado mensagens ao longo do dia, enquanto criança desfalecia na cama

No caso de júri popular, a defesa pode pedir para que não seja realizado em Poços, em razão da comoção social que o caso teve, mas este pedido pode acontecer durante a audiência ou ainda depois da decisão de pronúncia.

No site do Tribunal de Justiça consta a informação de que os advogados de Letícia chegaram a pedir que o caso fosse tratado em segredo de justiça, mas o pedido não foi acatado.

O caso

Ana Lívia morreu no dia 15 de junho deste ano. As investigações apontaram que ela foi espancada pelo padrasto, Christopher, na manhã do dia 14. Letícia, mãe de Ana Lívia, teria passado o dia com ela, sem prestar socorro.

A vítima só foi para o hospital no final da tarde, quando uma irmã do acusado encontrou a criança desacordada, com dificuldades para respirar, inchada e com a pele roxa. Ela pegou Ana Lívia e correu para o hospital, que fica a aproximadamente 100 metros da casa onde ela estava.

A mãe foi presa na porta do hospital e o padrasto em casa. Letícia disse que não presenciou as agressões, enquanto Christopher confessou em um primeiro momento, mas depois se calou, não prestando depoimento formal.

Na cadeia a mãe contou que a filha se sentia culpada, já que o que teria motivado as agressões seria o fato dela ter feito xixi na cama.

Criança de três anos morre após ser espancada

Mãe relata que criança se sentia culpada pelas agressões

 

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