O preço cobrado pelo litro do óleo diesel é motivo de protestos em várias rodovias do país. No Sul de Minas, a Polícia Rodoviária Federal já notificou a presença de manifestantes em Lavras, Passos, São Sebastião do Paraíso, Santana da Vargem e Varginha.

Caminhoneiros alegam que diesel representa 60% do valor dos fretes (fotos: Marcelo Praxedes)

Em Varginha os manifestantes estão na BR-459, sentido Três Corações. Nas primeiras horas da manhã os caminhoneiros fecharam a via e impediram a circulação de veículos de passeio nas primeiras horas, mas a circulação já foi liberada.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Autônomos de Carga de Minas Gerais (Sinditac-MG), também há protesto em trecho da MG 50 em Passos.

Na cidade de Lavras os caminhoneiros estão na BR-040, no quilômetro 690.

Em São Sebastião do Paraíso os caminhoneiros ocupam a BR-050. São cerca de 50 veículos parados, e a circulação de carros e ambulâncias ocorre normalmente, mas caminhoneiros estão sendo obrigados a parar, mesmo que não queiram aderir ao movimento.

A paralisação em Santana da Vargem acontece na BR-265 e teve início no meio da manhã, no quilômetro 13.

Diesel caro

O preço do diesel e as altas constantes tem desagradado a categoria, além de inviabilizar o trabalho dos caminhoneiros. O presidente do Sinditac de Minas, Antônio Vander Silva Reis, disse em entrevistas que “o aumento é absurdo, tem lugar que o diesel, que custava cerca de R$ 2,70 há seis meses, está custando R$ 3,70 ou R$ 3,80. O preço está chegando aos R$ 4”, disse.

Os preços afetam diretamente a atividade dos caminhoneiros fretistas, que não reajustaram seus preços, mas estão lucrando muito menos.

Os caminhoneiros pedem a retirada dos encargos tributários cobrados sobre o óleo diesel. Também querem a isenção da Contribuição sobre Domínio Econômico (Cide) sobre a venda do óleo diesel usado pelos transportadores autônomos.